quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dando nome aos bois

Brafitecs Paris 2009/10

Quarta-feira 11 de novembro, feriado na França, comemoração do fim da Primeira Guerra Mundial. Dia de beber água e sentir falta da facilidade de comprar um Sonrisal no Brasil. Enquanto o pessoal cura a ressaca de (mais) uma saída mal planejada e mal sucedida, eu filosofo um pouco na cama enquanto curto o quarto vagarosamente sendo iluminado pelo sol que passa pela fresta da cortina. Meia hora e um litro de água depois, um post está a caminho. Particularmente, insônia pós-vinho é das mais criativas. Não tiro o mérito das latas de guaraná genéricas de Red-Bull do Franprix “dadas” por € 0,60, mas nada como uma mistura de vinho tinto e branco para cessar a capacidade dos neurônios por um tempo para, na manhã seguinte, utilizar de todas suas capacidades para escrever besteiras non-sense interessantes e que fazem sentido. Mas não pode ser qualquer vinho, de acordo com estudo cautelosamente conduzido em parceria com o Jean, o arrependimento em ter comprado o vinho está diretamente relacionado com o seu preço. O custo, por sua vez, é função de sua posição na prateleira do supermercado, quanto mais próximo aos olhos do consumidor, mais caro o vinho (essa regra não se aplica a consumidores como o Marcel). Portanto, quanto mais baixo na prateleira, mais barato, menos arrependimento em ter comprado o vinho.

Eu digo “menos arrependimento” ao invés de “mais satisfação” pois, sinceramente, beber vinho é um processo quase masoquista. Pelo menos para mim. Não gosto de beber, bebo porque é o jeito, pois se eu chegar no Brasil dizendo que não aproveitei os vinhos da França seria como dizer que ainda torço pelo Rubinho, porque é o melhor custo-benefício de um esquenta no país de napoleão, porque apenas aqui encontro vinhos que posso entornar o copo sem ter a sensação indescritível de que carrego uma jaca na cabeça, uma sola de bota na boca e um anão negro malabarista fantasiado de yellow submarine tocando arpa no meu estômago (sensação indescritível de uma ressaca de vinho brasileiro).

Enfim, o texto de hoje não é sobre vinho. É apenas uma pequena apresentação dos brasileiros que estão comigo na Arts e Métiers para esse ano 2009/10. A introdução acima é apenas para agradar os que não vão entender nada do post.

AVISOS - as linhas abaixo estão repletas de piadas internas;

- algumas informações foram suprimidas para resguardar o filme de alguns companheiros, tentei pegar o mais leve possível ;)

Arielly Assunção



Origem: Mosqueiros do Pará

Sonho: Uma placa com várias bocas e iPhone integrados.

Ama: O namorado dela que está em Belém.

Odeia: A tia da limpeza que dedurou que ela tinha uma placa.


Bruna Rafaella Loiola

Origem: Colinas tão distantes de Campinas

Sonho: Chegar um dia em casa sem ouvir: “La porte est ouverte. S'il vous plaît refermez la porte derrière vous.”

Ama: O namorado dela que está em Lille.

Odeia: O sempre agradável e previsível clima de Paris.


Carlos Breno Pinheiro Campos


Origem: Embaixada de Solonópole no IME

Vulgo: Tenente

Sonho: Montar um colégio militar na Espanha, colocar Solonópole de uma vez por todas nos mapas.

Ama: Andar de “Petite Chaise”. http://nathanmedeiros.blogspot.com/2009/09/la-petite-chaise.html

Odeia: Não poder utilizar um Velib.


Cet Homme


Origem : Aquelas terras cheias de cabra macho ao leste do Ceará

Vulgo: Francisco Jonas Cândido de Souza

Sonho: Voltar para sua terra natal, Areia Branca, onde, após inaugurar sua estátua em praça pública, vai poder pegar até a mulher do prefeito com seu iPhone 3Gs.

Ama: Quando o mar pega fogo, assim ele pode comer peixe assado.

Odeia: Quando o Jean “fala” mais alto que ele.


Ewerton Souza


Origem: sede da torcida organizada do Flamengo no Pará

Vulgo: “O cara que aperreio para assistir a Fórmula 1”

Sonho: Ver o Flamengo ser campeão no Maracanã.

Ama: Qualquer coisa que consiga juntar Muse, Flamengo, Fórmula 1 e Nutella.

Odeia: Ter perdido o dia para comprar os ingressos do show do Muse.


Jean Patrick de Cara


Origem: baixada Fluminense, embora teime em dizer que é carioca da gema.

Vulgo: Francês e "o Cara"

Sonho: Ter um computador que funcione.

Ama: “Conversar” com o Cet Homme.

Odeia: Os que dizem que Senegal e França não eram a mesma coisa há 60 anos atrás.


Leonardo Zorzaneli


Origem: alguma academia ao lado de um bar e um hospital psiquiátrico de Vitória.

Vulgo: “Catatau” ou “Cacapau” dependendo da pronúncia dos espanhóis.

Sonho: Conhecer a Gretchen.

Ama: Quando alguém sabe onde fica o Espirito Santo.

Odeia: Explicar que Espírito Santo e Rio de Janeiro não são a mesma coisa.


Luiz Gonzada Doros... Doronsci... Dorociski... Doronsciski


Origem: era uma vez um grupo de poloneses que decidiram ir para um país meio estranho em algum lugar na América. O dinheiro só dava para chegar no Brasil. Perambularam por aquelas terras por algum tempo até acharem a combinação entre terras desocupadas, temperatura suportável, outros gringos de países que você já ouviu falar mas não sabe onde são, loiras, carnaval, caipirinha e alguns fenômenos naturais periódicos ausentes no resto do Brasil. Algumas gerações depois, nascia o Luiz naquela faixa de terra entre o RS e o PR.

Vulgo: Luiz Gonzaga

Sonho: Que todos aprendam a escrever seu nome corretamente para que possam parar de chamá-lo de Luiz Gonzaga.

Ama: Quem escreve seu nome certo.

Odeia: Quem não escreve seu nome certo.


Marcel Vítor Santana


Origem: poderia ser de algum filme do Kubrick mas é daquele lugar no planalto central onde queríamos jogar uma bomba sempre que ouvimos expressões como CPI, governista, plenário, imunidade parlamentar, oposição, renúncia, nepotismo...

Vulgo: Autista

Sonho: Aprender a abrir as portas da Cité Universitaire para o lado certo e achar a cura definitiva para a sua gripe.

Ama: Praticar seus dotes de baterista nos lugares mais propícios como salas de aula, metrô, ônibus, reuniões e ambientes silenciosos.

Odeia: Não alcançar o pedal e o último prato de sua bateria ao mesmo tempo.


Pedro Márcio Paiva


Origem: ele quer que nós pensemos que foi de algum lugar da França, EUA ou Inglaterra mas foi de Brasília mesmo.

Vulgo: Mastère

Sonho: Que, fí, neguim do Mastère saquem as paradas cabulosas que neguim manda, tá ligado?! Tô zuando! xD

Ama: O indiano que faz Mastère com ele e esconder malas.

Odeia: Se misturar com quem não faz Mastère.


Priscila Cardoso Ambrósio


Origem: o país onde se fala Xcola, Xquina, Xcuro, Xcada e mêêêêRmo.

Vulgo: Macho

Sonho: Que todos saibam a diferença entre ela e um homem.

Ama: Seu quarto todo afresculhado com coisas do Ikea.

Odeia: A comida do RU.


Rômulo Nunes Gomes


Origem: você sai do terminal da parangaba, vai em direção ao aeroporto, pega aquele retornozinho que sai naquela avenida que passa por baixo da outra avenida que vai dar no aeroporto, depois pega um monte de ruazinha cheia de buraco até chegar numa praça cheia de gente estranha ouvindo brega, tomando cerveja e tirando o gosto com panelada. A casa dele é a de muro branco.

Vulgo: Rhomuilho.

Sonho: Que os franceses aprendam a falar seu nome corretamente.

Ama: Qualquer coisa. Como ele mesmo diz, o Rômulo ADOOOOORA tudo.

Odeia: Quando as pessoas parecem que vão lhe bater.


Tamires Barreto Cidade


Origem: a Tamires nasceu naquela terra dos Umpa-Loompa, o pessoalzinho que trabalha na fábrica de chocolate, mas devido à crise no setor no fim dos anos 80, a fábrica fechou e ela foi levada ainda muito pequena (e poderia ser diferente) para Fortaleza.

Vulgo: Tata

Sonho: Que tivesse passado da marca de 1,50 m.

Ama: Receber muitas visitas no seu quarto.

Odeia: Não poder usar a prateleira de cima do seu armário.



Claro que eu não vou me definir né!? Afinal de contas, se você está lendo isso, já me conhece. Mas quem quiser, sintam-se a vontade.... quem sou eu?


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Considerações depois de um domingo qualquer

Ah, a temporada de Fórmula 1 acabou. Para você, pode ser que não faça muita diferença, mas quem me conhece, sabe que perder horas de sono para assistir corridas não é algo tão raro de minha parte.
Button levou a melhor. A renegada do início do ano, Brawn GP, matou a pau e não teve para ninguém. E o Rubinho, heim? Anos de Honda nas últimas filas mas à frente do companheiro de equipe. Quando consegue um carro de ponta, assume a posição de número dois dentro do time.
Grande Prêmio do Brasil: mesmo que o título estivesse difícil até para os mais otimistas, pelo menos a tão sonhada vitória dentro de casa nunca esteve tanto no colo do Barrichelo. Azar, falta de competência ou ordem de equipe, seja o que for, fato é que depois de anos acompanhando F1, cheguei a certas conclusões sobre as ilusões de torcer por Rubinho.
Torcer por Rubinho é como comprar desodorante na França.
Torcer por Rubinho é como xingar juiz de futebol.
Torcer por Rubinho é como usar cinzeiro em moto.
Torcer por Rubinho é como o Ganso fazer gol de pênalti contra o Bruno.
Torcer por Rubinho é como gargarejar deitado.
Torcer por Rubinho é como varrer escada a cima.
Torcer por Rubinho é como colocar buzina em avião.
Torcer por Rubinho é como apertar botão de elevador mais forte para chegar mais rápido.
Torcer por Rubinho é como evangelizar Amy Winehouse.
Torcer por Rubinho é como pedir segredo em interior.
Torcer por Rubinho é como levar anão para comício.
Torcer por Rubinho é como ser Adão no dia das mães.
Torcer por Rubinho é como ser marinheiro na Bolívia.
Torcer por Rubinho é como um mudo chamando bingo.
Torcer por Rubinho é como ser joelho de freira em semana santa.
Torcer por Rubinho é como ser virilha de moto-taxi.
Torcer por Rubinho é como peidar e fazer barulho para ninguém sentir.
Torcer por Rubinho é como papel higiênico para índio.
Torcer por Rubinho é como um barbeiro com Mal de Parkinson.
Torcer por Rubinho é como cearense rindo sem bater uma mão na outra.
Torcer por Rubinho é como dar troco para nota de R$ 3.
Torcer por Rubinho é como dar beijinho para topada.
Torcer por Rubinho é como levar padre para puteiro.
Torcer por Rubinho é como explicar a regra do impedimento para prima.
Torcer por Rubinho é como ouvir xingamento de gago.
Torcer por Rubinho é como banguela chupar pitomba.
Torcer por Rubinho é como acender fósforo molhado.
Torcer por Rubinho é como freio de mão em barco.
Torcer por Rubinho é como escolher feijão no escuro.
Torcer por Rubinho é como ser peixe em semana santa.
Torcer por Rubinho é como andar de casaco em Sobral.
Torcer por Rubinho é como dizer que a namorada está gorda.
Torcer por Rubinho é como responder “Boa Noite” para Fátima Bernardes.
Torcer por Rubinho é como entender a piada do pinguim doce de leite.
Torcer por Rubinho é como volante em elevador.
Torcer por Rubinho é como torcer para a mulher do padre.
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Cansei. Vocês têm mais ideias?

sábado, 31 de outubro de 2009

P.P.P. (R)


De quem foi a ideia de tomar café forte às seis da tarde? Parabéns, agora fica zanzando pelo quarto sem ter o que fazer. Gatinhas? Todas ocupadas. Sair só? Preguiça. Internet? De novo não. Filme? Nenhum interessante. Estudar? Fala sério, agora não. Olhar as estrelas pensando na vida? Frio demais. O que fazer então? Atualizar o BLOG! \o/

É nessas condições que venho até vocês nessa noite de sábado, 31 de outubro. Sim, amigos, sei que faz muito tempo que não atualizo e por isso já devo ter perdido grande parte de meus seguidores. Mas tão motivados quanto vocês estão para ler, estou eu para escrever. JUUUURO!

Sério mesmo, adoro escrever, só fico P. Da vida na hora de escolher as fotos, passar para um tamanho que não fique muito grande e esperar que todas carreguem. Quem vê esses posts sem graça quando prontos não sabe o quão chato é ficar passando as fotos de um lado para o outro e o trabalho que tudo isso dá. Por vezes penso que seria melhor e bem mais cômodo para mim se eu fizesse todos os posts apenas descritivos, mas acho que não seria tão legal assim ler linhas e linhas com acentos mal posicionados por causa desse teclado escroto e erros de ortografia pelos quais não tenho nenhuma vergonha em culpar o word em inglês sem corretor em português. Sei que isso é fácil de consertar com alguns downloads de programas gratuitos facilmente encontrados ou mesmo alguns outros pagos facilmente pirateados. Mas se eu fizer isso, em quem colocaria a culpa pelos meus erros?

Em todo caso, só para eu ter uma ideia de quantos e quem são os que me seguem, favor mandar uma alô nos comentários. É bom para o ego também ;D.

Meu último post, respeitando a cronologia das minhas andanças e visitas, foi sobre Montmartre. Eu queria preparar um post especial só com as festas, baladas, zoações, viagens e tudo isso que eu vivo fazendo por aqui oops... tudo isso que eu faço de vez em quando, nos dias que não estou afundado em livros para honrar a bolsa e a confiança que recebo de todos os contribuintes do meu amado país do qual tanto sinto falta.

É chegada a hora! \o/

Para os que esperavam ansiosamente, voilá o P.P.P. (R) – O Post da Putaria em Paris (e Redondezas).

Como poderia começar de outra forma senão com a MIX Club? O ponto certo de todas as quintas. Nesses dias, acontece a Erasmus Party. Uma festa de graça para todos os estudantes estrangeiros e para a qual eu mais fui desde que cheguei. Na entrada, todos podem pegar uma bandeirinha de seu pais. Uma certa verde-amarela é das mais frequentes e também um bom quebra-gelo com as gatas. Capice? ;D


Pois toca Nirvana na MIX mesmo

Para quem está curioso sobre a origem do nome, a MIX tem apenas UM banheiro, dividido por homens e mulheres. Sim, o macharal balança a mangueirinha nos mictórios enquanto as pepetas passam ao lado.



Outro troço que não poderia ficar de fora foi a Technoparade. Ao contrário do que muitos comentaram no meu álbum no orkut, não tem nada a ver com a parada Gay, muito embora alguns fatos possam me contradizer, OFICIALMENTE, vai quem quer.


Pense num carnaval fora de época de graça, mantendo os trios elétricos, trocando a música baiana por DJ’s de renome internacional, a mundiça bêbada por gatinhas dos olhos claros e Salvador por Paris. Technoparade é mais ou menos isso. Devo dizer também que existe um abismo enooorme entre as intenções do pessoal que vai para uma micareta no Brasil e o pessoal dessas bandas de cá: primeiro, nada de briga, muito embora eu tenha presenciado uns “paus”no metrô onde um cara quase joga os outros nos trilhos e outros rumores de que deu até gás lacrimogênio na praça da Bastilha depois de eu ter saido, mas no geral foi tranquilo.

Outra diferença gritante é o coeficiente de pegação da festa, durante as quatro horas que estive no meio do fuzuê, presenciei uns oito casais se pegando, sendo que cinco eram gays (cantradição supracitada) e os outros deveriam ser namorados antes de entrarem no meio dos trios.

Aprenda com o Cet Homme, rapaz!

OKTOBERFEST!! Ah, sim, meus futuros netos, seu futuro vovô foi para a Oktoberfest! A doce ilusão de uma festa cheia de cerveja, gente bonita, gente bonita bêbada, gente bonita bêbada se pegando, gente bonita bêbada se pegando e vomitando depois. A verdadeira descrição seria de uma festa cheia, lotada, abarrotada de cerveja (apenas dentro das barracas), gente bonita que não dá mole para ninguem, bêbada e que não vomita (só vi uma obra de arte no segundo dia).


Pagamos o preço de uma viagem mal programada. Chegamos sem saber muitos detalhes de como aproveitar a festa da melhor forma possível, saímos do parque no primeiro dia cheio de xingamentos na boca e vontade de ir para uma festa de verdade. Meus outros três escudeiros seguiram para o quarteirão gay de Munique orientados por um balconista mal-intencionado enquanto eu fiquei no albergue curtindo um sono mal curado.

O primeiro dia... nada dessas coisas todas

No segundo dia, ahhh o segundo dia. Pegamos o real bizu com um chapa do meu chapa Célio que encontrei no albergue. A ovalidade do mundo me surpreende por vezes. Ah, esse mundo é um ovo mesmo! Sentamo-nos na tenda as dez da manhã. DO LADO DE FORA, pois não havia mais lugares dentro dos barracões. Os alemães não brincam com isso, depois de alguns litr... alguns minutos, a garçonete loira, alta, dos olhos claros e peitud... muito bonita perguntou se alguns nativos poderiam se juntar a nós na mesa. Os carinhas mal haviam saído da adolescência, já tinham virado um litro de vodka antes de chegar ao parque e, muitas horas de cerveja e gozação depois, assistiram a quatro brasileiros saírem de braços dados e cambaleando no meio da multidão.

Foi aqui mesmo!

Ai, esse olhar me mata!

*nota do autor: algumas passagens foram omitidas. É certo que se dependesse da memória de qualquer um dos quatro, esses acontecimentos teriam ficado mesmo esquecidos para todo o sempre, mas graças a uma filmadora ligada ao acaso, muitas dessas peripécias estão registradas. Para poupar a integridade moral dos personagens, essas imagens foram deixadas de fora desse post.

Ainda faltavam alguns litros para o final

Voltamos agora à programação normal.

Showcase! Tipo de boite que só Paris pode proporcionar. Primeiro, devo falar da ponte, Pont Alexandre III. Localizada nas proximidades da Champs-Élyseés, pertinho do Grand Palais e do Petit Palais. Assim como eles, foi construída no final do século XIX para abrigar a Esposição Universal de 1900. No estilo Art Nouveau, foi um presente do Czar russo da época, Nicolas II, à França como prova de amizade entre os dois países. Em metal meticulosamente trabalhado, decorado e aviadadamente esculpido, foi inteiramente fabricada para só então ser transportada e montada sobre o rio Sena.


Agora, e o Quico? Ora, não bastasse ser uma boite muuuito foda, a Showcase fica nada mais nada menos que sob a estrutura da ponte. Não uma ponte qualquer, um monumento histórico, uma obra de arte a céu aberto, com diversas esculturas em bronze e pedra. Um marco histórico que liga duas margens de um dos rios mais conhecidos do mundo, próximo a dois dos museus e centros de convenções mais f**** da Europa. E abaixo de tudo isso, ricaços do mundo inteiro esbanjam dinheiro em garrafas de centenas ou milhares de euros, onde a galera com muito absinto na cabeça perde os pudores e as fadinhas verdes dão asas às mãos bobas em volta do corpo de irlandesas ruivas, onde pode-se relaxar num espaço mais reservado com vista para a Torre Eiffel, para o rio Sena e para a calcinha da última socialite que perdeu a conta das taças emborcadas. Uffa!


E eu no meio de tudo isso, sem ter pago nada graça às influências das amizades. Ah, eu adoro essa cidade! \o/